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PEDOFILIA, DENUNCIE. DISQUE 100

21 de fevereiro de 2017

Chuva não caracteriza força maior para acidente de trabalho que teve como causa principal as más condições do veículo.


A chuva é evento previsível durante a condução de veículos e, portanto, não caracteriza motivo de força maior para a ocorrência de acidente de trabalho que poderia ter sido evitado com a adequada manutenção das condições de segurança do veículo. Com esses fundamentos, a 7ª Turma do TRT-MG, adotando o entendimento da relatora, desembargadora Cristina Maria Valadares Fenelon, julgou favoravelmente o recurso de um trabalhador, vítima de acidente com motocicleta, para condenar a empregadora a lhe pagar indenização de R$ 8.000,00 por dano moral e de R$ 12.000,00 por dano estético.

Ficou demonstrado que o empregado, embora contratado como estoquista, sofreu dois acidentes de trabalho que lhe causaram lesões, quando, exercendo atividades estranhas à função contratada, fazia entregas de mercadorias para a empregadora, com o uso de motocicleta. E, num desses acidentes, ele não conseguiu frear a moto em pista molhada pela chuva, devido ao mal estado dos pneus, que estavam carecas.

O juiz de primeiro grau indeferiu as indenizações, por não identificar situação de risco na atividade de estoquista normalmente desenvolvida pelo reclamante e entender que o serviço de entrega de mercadorias ocorria apenas eventualmente. Mas, a relatora entendeu de forma diferente. Para ela, o fato de o reclamante ter feito entregas a pedido da ré apenas eventualmente, tendo em vista que essa atividade não fazia parte do ramo de atribuições do estoquista, isso não exclui a responsabilidade do empregador pelos danos decorrentes dos acidentes de trabalho. Até porque eles ocorreram em virtude da negligência da empresa na adoção das medidas de proteção e segurança do trabalhador.

Além disso, a desembargadora observou que a própria empresa admitiu que o reclamante, além das funções de estoquista, também atuava como motociclista-entregador sempre que faltava algum empregado, reconhecendo, inclusive, que ele “sofreu acidente de motocicleta fazendo entregas”. Mas não foi só: As Comunicações de Acidente do Trabalho (CAT) apresentadas registraram que o reclamante sofreu duas quedas de motocicleta, durante o horário de trabalho. A primeira causou lesões no tornozelo dele e a segunda, escoriações no antebraço. A perícia médica realizada registrou declarações do trabalhador no sentido de que o primeiro acidente teria ocorrido por motivo de travamento da corrente da motocicleta, devido à falta de manutenção, enquanto o segundo aconteceu porque o reclamante “aquaplanou ao frear durante a chuva quando se aproximou da sinalização, porque os pneus estavam carecas”. Essas informações foram confirmadas pelas testemunhas e também pela perícia, conclusiva no sentido de que “o reclamante apresentava cicatrizes em dorso e braço esquerdo, compatíveis com os acidentes de trabalho noticiados por ele e descritos na CAT”.

Diante disso, demonstrados os acidentes e os prejuízos causados ao trabalhador, a relatora concluiu que a empregadora deve arcar com as indenizações pretendidas. A decisão se baseou no artigo 927, parágrafo único, do Código Civil, segundo o qual a obrigação de reparar o dano prescinde da culpa nos casos em que o empregador desenvolve atividades que ofereçam, por sua natureza, risco acentuado ao trabalhador. É que, na visão da desembargadora, ao exercer a atividade de motociclista entregador, o reclamante se expunha a risco de acidente acima do normal.

A julgadora ponderou que a atividade de risco exige boas condições do veículo, a fim de que falhas mecânicas não prejudiquem a habilidade e a segurança. E, no caso, a empresa não comprovou que realizava as revisões periódicas dos itens básicos de segurança da motocicleta, fazendo com que prevaleça a afirmação de que o primeiro acidente ocorreu por travamento da corrente, devido à falta de manutenção e, o segundo, por derrapagem de pneu em precário estado de conservação. “Esses fatos afastam a tese de exclusão da responsabilidade da empregadora por fato de terceiro, culpa exclusiva da vítima ou força maior”, ressaltou a julgadora. E explicou: “Ainda que a aquaplanagem ocorrida no segundo acidente tenha a chuva como uma das causas, o mau estado do pneu desponta como fator preponderante na dinâmica do acidente, pois o autor não contava com meios adequados para a frenagem segura. A chuva é evento previsível durante a condução de veículos e, portanto, não pode ser caracterizada como motivo de força maior quando possível evitar as adversidades por ela provocadas. Por não se tratar de fato inesperado, incumbia ao empregador prevenir colisões com o adequado acompanhamento das regulares condições da motocicleta. Incide o comando do artigo 501, § 1º, da CLT, que assim enuncia: “a imprevidência do empregador exclui a razão de força maior”.

Não passou despercebido pela desembargadora o fato da empresa nem mesmo ter demonstrado que entregava ao reclamante as vestimentas de proteção para os motociclistas. Além do mais, o reclamante era capacitado para a função de estoquista e a incumbência de fazer entregas caracteriza desvio de função, sem o adequado treinamento, orientação e instruções necessárias a minimizar os riscos da atividade, o que, segundo a relatora, torna ainda mais reprovável a atitude da empregadora.

Por tudo isso, concluiu-se pela obrigação da empresa de reparar os danos sofridos pelo reclamante. E, apesar da perícia não ter constatado incapacidade de trabalho, ressaltou a julgadora que a simples existência das lesões decorrentes dos acidentes basta para demonstrar o abalo moral do trabalhador, ofendido em sua integridade física, o que certamente lhe trouxe preocupações, angústia, dor e sofrimento. Quanto ao dano estético, segundo a desembargadora, ele também esteve presente no caso, como resultado da diminuição da harmonia corporal do reclamante, já que as quedas de motocicleta lhe deixaram cicatrizes no braço esquerdo e na região dorsal, “profundas e expressivas”, conforme se demonstrou por fotografias. “O bem protegido, no caso, não é a beleza, valor relativo na vida cotidiana, mas a regularidade, ou normalidade do aspecto de uma pessoa; busca-se reparar o fato de que o ser humano, vítima de qualquer alteração física, se veja como alguém diferente ou inferior, diante da curiosidade natural dos outros, nas suas relações”, destacou a relatora. Por fim, ela acrescentou que não há impedimento legal para a cumulação do dano moral e do dano estético, nos termos da súmula 387 do STJ. O entendimento da relatora foi acompanhado pelos demais julgadores da Turma.

Tribunal Regional do Trabalho 3ª Região.



20 de fevereiro de 2017

EPI – Equipamento de Proteção Individual – Não basta fornecer é preciso fiscalizar.

O Equipamento de Proteção Individual – EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Os equipamentos de proteção coletiva – EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros.

Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente.

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e

c) para atender a situações de emergência.

Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares;

Proteção respiratória: máscaras e filtro;

Proteção visual e facial: óculos e viseiras;

Proteção da cabeça: capacetes;

Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes;

Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas;

Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.

O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabe ao empregador as seguintes obrigações:

adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;

exigir seu uso;

fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;

substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado;

responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e

comunicar o MTE qualquer irregularidade observada;

O empregado também terá que observar as seguintes obrigações:

utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;

responsabilizar-se pela guarda e conservação;

comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e

cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal;

Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador, visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho, podem também proporcionar a redução de custos ao empregador.

É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído, por exemplo, está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Neste caso, a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau de enquadramento, podendo ser de 10%, 20% ou 40%.

Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.

A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional, além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI.

Entretanto, é importante ressaltar que não basta o fornecimento do EPI ao empregado por parte do empregador, pois é obrigação deste fiscalizar o empregado de modo a garantir que o equipamento esteja sendo utilizado.

São muitos os casos de empregados que, com desculpas de que não se acostumam ou que o EPI o incomoda no exercício da função, deixam de utilizá-lo e consequentemente, passam a sofrer as consequências de um ambiente de trabalho insalubre.

Nestes casos o empregador deve utilizar-se de seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o equipamento, sob pena de advertência e suspensão num primeiro momento e, havendo reincidências, sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa.

Para a Justiça do Trabalho o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento (por meio de ficha de entrega de EPI), por exemplo, não exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, o que se faz através de fiscalização e de medidas coercitivas, se for o caso.

Guia Trabalhista.


18 de fevereiro de 2017

Contrato de emprego no Carnaval.

A proximidade do Carnaval sempre enseja dúvidas a respeito do direito do trabalhador ao gozo de folgas durante as festividades.

Ocorre que o Carnaval, nos Estados e municípios que não têm leis declarando-o como feriado, não pode ser assim considerado, sendo relevante, portanto, conferir sempre as legislações municipal e estadual.

Nos Estados e municípios em que não há lei que declare o Carnaval como feriado, o empregador pode exigir o cumprimento regular do labor, mesmo no curso da reconhecida festa popular, salvo se houver previsão contrária em acordo, convenção coletiva de trabalho, regulamentos e resoluções internos ou se habitualmente o empregador conceder, por liberalidade, o período como folga, ensejando esta última hipótese o direito adquirido dos trabalhadores.

No caso de ter o empregador habitualmente concedido aos trabalhadores folgas na Folia, deve ser considerado se houve ou não exigência de compensação dos dias de folga.

Se habitualmente não houve a exigência da compensação, o trabalhador recebe a folga como benefício, podendo ser compreendido que foi incorporado ao contrato de trabalho, se reiteradamente ao longo dos anos não se exigiu a compensação das folgas.

Na hipótese, havendo Carnaval em que o trabalhador tenha sido convocado ao trabalho, mesmo em Estado ou município que não declare a festa como feriado, as horas trabalhadas devem ser pagas como extras, diante do direito adquirido.

Se houve a exigência da compensação das folgas concedidas aos trabalhadores que se ativaram em Estado ou município que não declare o Carnaval como feriado, o trabalhador fica obrigado a compensá-las, conforme critérios pactuados com o empregador, nos parâmetros previstos em lei.

Vale ainda mencionar que a Lei 9.093/95 dispõe que são feriados civis os declarados em lei federal e feriados religiosos os declarados em lei municipal, o que enseja entendimentos de que, não sendo o Carnaval festividade religiosa, não se poderia admitir lei municipal que o declare como feriado.

Na esteira desses entendimentos, o empregador pode considerar que não há óbice em determinar o labor durante o Carnaval quando não há lei que possa declará-lo como feriado, como já dito.

Ocorre que, além de ponderar os usos e costumes instituídos no estabelecimento, a empresa também deve considerar entendimentos jurisprudenciais regionais que defendem que, por se tratar de reconhecida festa popular, o trabalhador teria direito à suspensão do expediente normal de trabalho, mesmo sem lei que declare a festividade como feriado.

Esses entendimentos, embora minoritários, devem ser lembrados, conforme a localidade onde vigora a relação de trabalho.

D.G. ABC.

12 de fevereiro de 2017

O carnaval está chegando 2017 - DDS.

“O carnaval é um período de descontração no qual aumentam as vulnerabilidades e os riscos”.

Em nossa cultura as festividades, combinadas ou não com viagens, envolvem muitas vezes a ingestão, além da conta, de alimentos calóricos e bebidas alcoólicas.

É também um período em que ocorre uma maior concentração de pessoas em férias ou retornando ao trabalho reforçando, portanto, a necessidade de algumas recomendações e cuidados adicionais.

Assim sendo, este blog recomenda que seja incluído esse tema para compor o DDS nas empresas, com ênfase principalmente nas questões de alimentação saudável, consumo responsável de bebidas alcoólicas, direção segura (se beber, não dirija!) e segurança pessoal.

Está iniciativa compõe um conjunto de ações para a divulgação do aprendizado com acidentes, incidentes e boas práticas de DDS nas empresas brasileiras.

O DDS é uma importante ferramenta de gestão voltada à prevenção de acidentes e incidentes, promoção da saúde e preservação do meio ambiente que ajuda a difundir essa cultura entre os responsáveis de grupos de trabalhadores.

Normalmente muitas pessoas que pulam carnaval não fazem nenhuma atividade física durante o decorrer do ano e o organismo não é preparado para um ritmo mais acelerado. Essas pessoas precisam de mais cuidados, pois o exagero na hora da folia pode causar problemas.

Não esqueça que o carnaval está na estação mais quente do ano, o verão, isso deve ser fonte de algumas preocupações como:

Aplicar protetor solar no corpo para prevenir queimaduras, insolação e câncer de pele;

Ingerir bastante líquido para não desidratar o corpo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas que ressecam a pele, dá sede, dor de cabeça, náuseas, hipertensão arterial, diarreia entre outros;

Tomar cuidado com máscaras ou outros acessórios que podem dificultar a respiração, pois pode trazer fadiga;

Ficar atento a penas e plumas, pois podem provocar alergia respiratória;

A maquiagem deve ser usada com moderação, pois pode causar alergia, irritação na pele, infecções nas pálpebras, lesões nas córneas, dermatite de contato, descamação da pele, bolhas, pruridos entre outros.

O importante é hidratar bem o corpo, ingerindo muita água, sucos naturais, água de coco, chás gelados e fazer uma boa alimentação à base de massas para produzir energia; cereais para prevenir a prisão de ventre; saladas com muitas verduras e legumes, de preferência crus para ajudar na reposição de água e outros nutrientes; e bastante frutas, que ajudam na digestão e repõem vitaminas e outros.

Evite alimentos gordurosos que diminuem o processo de digestão.

Antes de cair na folia, faça alguns exercícios de alongamento e relaxamento para evitar distensões e outras complicações mais graves.

Um alegre carnaval a todos com muita saúde, segurança, e respeito ao meio ambiente.

Se dirigir não beba, se beber não dirija e não se esqueça de fazer a manutenção do carro antes da viagem.



6 de fevereiro de 2017

Diálogo Diário de Segurança - DDS.

O SESMT – Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho pode contar com diversos instrumentos para a prevenção de acidentes e conscientização dos colaboradores para a prática de atos seguros como as CIPAs por exemplo. Atualmente uma nova ferramenta vem ganhando espaço e sendo utilizada cada vez mais por profissionais como técnicos em segurança do trabalho.

Trata-se do DDS – Diálogo Diário de Segurança que constitui basicamente na reserva de um pequeno espaço de tempo, recomendado antes do inicio das atividades diárias na empresa e com duração de 5 a 15 minutos, para a discussão e instruções básicas de assuntos ligados à segurança no trabalho que devem ser utilizadas e praticadas por todos os participantes.

Tenha sempre em mente o objetivo do DDS: “Criar condições para que os trabalhadores possam trocar informações, apresentar ideias, comentar dúvidas e dificuldades relacionadas à Saúde, Segurança e Meio Ambiente”.

Considerando sempre as características do grupo, busque temas interessantes e atuais. Peça sugestões pesquise na internet, jornais, traga casos interessantes. Use acontecimentos do dia-a-dia da equipe como algo ocorrido com familiares, no trânsito, fatos importantes divulgados pela imprensa, entre outros assuntos que possam servir de fonte de informação ao grupo.

Faça um DDS sobre o “DDS” explicando o seu objetivo e funcionamento. Deixe clara a importância da participação ativa de todos.

Incentive a participação do grupo, convidando-os a conduzirem o DDS. Você pode elaborar uma escala de rodízios, repassando essas dicas ao próximo coordenador. Combine com o grupo, dias e horários apropriados; planeje o local e o assunto a ser tratado.

Exponha o assunto de forma clara e com linguagem adequada, considerando o nível de entendimento dos participantes.

Em média utiliza-se 5 a 15 minutos para realização do DDS, podendo variar de acordo com o interesse do grupo, a importância do tema e a habilidade do apresentador que está coordenando.

Como o próprio nome já diz, o Diálogo Diário de Segurança é um instrumento recomendado para uso diário. Fica a critério do grupo, estipular a periodicidade mais apropriada para a utilização do mesmo.

Eventualmente, convide profissionais de outras áreas para falar sobre temas técnicos. Poderão ser convidados médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros, técnicos, ou seja, pessoas que conheçam mais o fundo o tema a ser tratado.

Utilize os últimos minutos para conclusão da ideia inicial. Deixe aberto para exposição de ideias do grupo. Tenha cuidado com sugestões para que não tenha conotação de promessa, pois se a mesma não for cumprida o DDS (e até o próprio instrutor) poderá perder a credibilidade.

É importante registrar o DDS. Utilize os procedimentos da empresa, ou crie um procedimento próprio. Data, duração, local, assunto abordado, nomes e número de participantes, são dados que podem conter no registro.

O registro possibilita o gerenciamento do DDS como ferramenta para a identificação de novos temas e dos temas já abordados, evitando a repetição dos mesmos. Também serve para acompanhamento da participação dos integrantes do grupo durante as reuniões.




4 de fevereiro de 2017

Só depende de nós – DDS de reflexão.

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio alarmasse às 05:30h. É minha função é de escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

“Tudo depende só de mim.”

Charles Chaplin.



2 de fevereiro de 2017

SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO - Janeiro de 2017.

SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO PORTARIA N.º 584, DE 04 DE JANEIRO DE 2017 (DOU de 05/01/2017 - Seção 1) Altera a Portaria SIT nº 451, de 20 de novembro 2014.

A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO - SUBSTITUTA, no uso das atribuições conferidas, respectivamente, pelo art. 14, inciso II, e art. 16, inciso I do Anexo I do Decreto n.º 5.063, de 3 de maio de 2004 e, de acordo com o disposto no artigo 155 da CLT, resolve:

Art. 1º Incluir o §5º no artigo 6º da Portaria SIT nº 451, de 20 de novembro de 2014, com a seguinte redação:

§5º O relatório de ensaio, emitido por laboratório credenciado pelo DSST em nome da empresa requerente, quando o equipamento não tiver sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO, pode ser apresentado em formato digital, por meio da ferramenta de inserção de laudo digital disponível no Sistema CAEPI, em alternativa ao envio da respectiva cópia autenticada, devendo ser encaminhada uma cópia do Recibo de Importação de Laudo, gerado pelo Sistema CAEPI, juntamente com a documentação elencada no caput.

Art. 2º Incluir o Parágrafo Único no artigo 8º da Portaria SIT nº 451, de 20 de novembro de 2014, com a seguinte redação:

Parágrafo Único. O relatório de ensaio, emitido por laboratório credenciado pelo DSST em nome da empresa requerente, quando o equipamento não tiver sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO, pode ser apresentado em formato digital, por meio da ferramenta de inserção de laudo digital disponível no sistema CAEPI, em alternativa à apresentação da respectiva cópia autenticada, devendo ser encaminhada uma cópia do Recibo de Importação de Laudo, gerado pelo Sistema CAEPI, juntamente com a documentação elencada no caput.

Art. 3º Incluir o §3º no artigo 9º da Portaria SIT nº 451, de 20 de novembro de 2014, com a seguinte redação: §3º O relatório de ensaio, emitido por laboratório credenciado pelo DSST em nome da empresa requerente, quando o equipamento não tiver sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO, pode ser apresentado em formato digital, por meio da ferramenta de inserção de laudo digital disponível no sistema CAEPI, em alternativa à apresentação da respectiva cópia autenticada, devendo ser encaminhada uma cópia do Recibo de Importação de Laudo, gerado pelo Sistema CAEPI, juntamente com a documentação elencada no caput.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

EVA PATRÍCIA GONÇALO PIRES

29 de janeiro de 2017

PARADOXO para sua reflexão.

Um homem de negócios americano no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.

- "Pouco tempo", respondeu o mexicano. 

Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.

O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família.

O americano voltou à carga:

- Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo?

O mexicano respondeu:

- "Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor".

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:

- “Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, e poderia ajudá-lo”. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior,  om a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros.

Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição.

“Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão”.

- Mas senhor, quanto tempo isso levaria?

- perguntou o pescador.

- "15 ou 20 anos" - respondeu o americano.

- E depois, senhor?

O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte.

- "Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões".

- Milhões senhor? E depois?

- "Depois - explicou o americano.

- você se aposentaria, mudaria para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os seus netos, tiraria a sesta com a sua esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos”.


Reflita sobre nisso !!!

26 de janeiro de 2017

Não viva com Ilusionismo.- Reflexão.


No mês passado fui em uma festa infantil em que a atração era um mágico, do tipo tradicional, de cartola e com coelho.

E não é que no meio da apresentação comecei a relacionar o mágico com o profissional de Segurança do Trabalho.

Professor, com todo respeito, eu acho que o senhor vem trabalhado muito, ultimamente seus textos estão beirando a insanidade. Mas, vá lá, conte a história!

Não vou nem comentar o seu destempero, meu filho. Mas voltando ao que interessa, deixa eu lhe fazer uma pergunta: Qual a função do mágico de aniversário?

Distrair nos fazendo acreditar que são capazes de mudar as leis da física, ou seja, em bom português conseguir nos enganar. E alguns são excelentes nisso.

Professor, o senhor está insinuando que os profissionais de Segurança estão enganando os outros.

Não, meu filho. Estou mais preocupado com aqueles que realizam a auto enganação.

Bem sei que nem tudo na vida é só preto ou branco, há muitas áreas cinza e até temos outras cores. Mas na Segurança do Trabalho, esta variedade de cores é bem restrita, um pouco pela questão legal, mas principalmente deveria ser pela questão ética.

Sou um grande defensor das empresas em que eu trabalho, mas sempre temos que nos impor limites, há situações eticamente indefensáveis e em algumas empresas por melhor ilusionista que você seja há situações que nem Harry Porter ou Houdini poderiam, ou melhor, deveriam resolver.

Mas professor, se não é ilegal e você tecnicamente consegue fazer a “ilusão”, qual o problema?

O problema é que mesmo que você pense ter conseguido se enganar achando que tomou uma decisão correta, no final das contas, os outros e algum dia, principalmente você, perceberá que nunca foi realmente uma mágica, sempre era apenas uma ilusão.


J.O Segurito.

22 de janeiro de 2017

Difundir informação não gera concorrente, gera mercado.


Já faz algum tempo que tenho como um dos objetivos de vida difundir informações sobre Segurança do Trabalho. Faço isto com o Jornal Segurito, com os vídeos do SST É O CANAL, os podcasts do Segurito em Cast, com a fanpage do Jornal Segurito, com o site www.jornalsegurito.com, além das palestras gratuitas e aulas no IFAM.

Mas algo que me deixa triste é ver pessoas com muito mais conhecimento, retendo informações por medo de gerar concorrência.

O que estes profissionais inseguros não percebem é que transmitir informações, faz com que você receba mais informações. Não apenas pela troca de material dos contatos agradecidos com o material enviado, mas principalmente porque quando você resolve produzir um material para divulgar, precisará estudar planejar e finalmente gerar a informação e neste processo é natural o próprio desenvolvimento.

Mas tem outro motivo que vejo como mais importante.

É o seguinte, meu filho. Quando temos uma categoria com baixo conhecimento, mesmo que você individualmente se destaque, o setor é visto como algo menor. Porém quando toda a categoria é mais qualificada a informação viaja pelo ar alcançando a toda a população e faz com que o setor fique cada dia mais forte e consequentemente aumenta o mercado de trabalho.

Por isso, espero que todos possam divulgar mais e mais informações, pois hoje para boa parte da população o profissional de Segurança de Trabalho é visto como alguém que vigia os trabalhadores no uso de EPIs e escreve uns papéis na sala que tem ar condicionado.

Porém, espero chegar ao dia que ao perguntar para qualquer cidadão sobre a importância do profissional de Segurança do Trabalho vou ouvir com sinceridade que é um profissional que cuida do trabalhador e tem importância estratégica para a empresa.


J. O Segurito.